Bom, a matéria inaugural do meu blog tinha que refletir bem o que eu vejo da vida e passar um poucos das minhas experiências e do meu ponto de vista pra quem vai acompanhar esse blog. Escolhi esse tema principalmente por estar passando por conflitos dentro da minha mente, que ainda não achou o caminho ideal pra seguir, mas sempre vaga por aí pensando em soluções. Logo, cheguei a pensar muito sobre o que falo agora, pois já passei pelas duas situações, e até hoje me pergunto se as atitudes que tive quando vivenciei aqueles momentos foram realmente as ideais.
Acho que pra começar, falarei do mais simples, afinal, falar de sexo é fácil, é gostoso e não mata ninguém. E que fique claro que não sou contra fazer sexo sem amor, muito pelo contrário. Já fiz, faria de novo e sempre que tiver a oportunidade e disponibilidade, voltarei a fazer. Mas pelo amor de Deus, entendam que sexo sem amor existe, mas não quer dizer que não haja respeito. Além de amor, sexo envolve carinho, amizade, desejo, vaidade e uma série de outros desejos que naquele momento se manifestam da forma mais intensa que eu já vi. É surpreendente como um simples ato instintivo como esse engloba tanta coisa, ou pelo menos nós o fazemos englobar. Sexo é usado por muitos como ferramenta, algo além do verdadeiro significado irracional por trás dele. As pessoas o usam pra obter poder, vingança, afogar mágoas, aliviar o stress, alimentar o ego, enfim... Para uma infinidade de coisas não relacionadas a simples função de dar continuidade à espécie. Dizer que nunca usei-o para fins próprios é mentira, e nem ouso dizer que me arrependo de tê-lo feito, mas não me orgulho e nem me envergonho. O negócio é que as pessoas supervalorizam o sexo, tornam-no algo extremamente complexo, sendo que ele se resume simplesmente a prazer ou reprodução, sendo que prazer está presente independente da finalidade ser reprodutiva ou não. Acredito que enquanto nossa sociedade for populada por gente preconceituosa, que não aceita o sexo como uma forma de se expressar, e o vê como algo divino e imaculado (longe de ser imaculado, mas realmente, as vezes é divino), dificilmente serão aceitas opções sexuais diferentes do “padrão” Adão e Eva, dificultando muito a de homossexuais, bissexuais e qualquer outra pessoa com opções diferentes, e que nem por isso deveriam ser consideradas aberrações, como grande parte das pessoas as enxerga. Deixo claro que não sou diferente do normal, sou um simples rapaz hetero que gosta de mulher, cerveja e futebol, como quase todo brasileiro, porém, conheço muita gente e gosto e aprendi muito com todos, e acho que todo mundo têm muito a ensinar aos outros se estes deixarem as experiências alheias lhes mostrar coisas que talvez nem imaginassem ser possível.
Durante o momento que fiquei pensando nisso tudo, percebi que sexo é realmente uma chave pra desencadear uma série de expectativas e reações muitas vezes indesejadas, e com as quais nem sempre é fácil de lidar, exatamente pela falta de desapego que as pessoas tem com ato do sexo. Encará-lo como uma mensagem de Deus, na minha opinião pessoal, é simplesmente ridículo. Quem faz o sexo somos nós, não tem Deus, nem Jesus nem ninguém aqui falando pra gente fazer ou não. Enfim, eu sou contra a hipocrisia de gente que prega o amor e julga quem não se envolve por mais de uma noite. E queria saber a opinião de vocês, antes de postar a próxima matéria, sobre o amor sem sexo. Mais novidades assim que eu receber uma foto muito especial. Até a próxima!

Quem faz o sexo somos nós, deixe seu deus longe disso e curta o momento com seu "parceiro".
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