sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Semana dos 4 shows

Pois é, volto agora depois de uma maratona e shows e o aperto de uma intoxicação alimentar, que me renderam dez dias sensacionais. Começando pelo começo, o inesperado me acontece: ganho uma promoção para o show do Velhas Virgens, banda brasileira independente dona de um repertório show de bola, falando de tudo que o bom homem gosta: mulher, cerveja e rock. Conheci os caras, tomei uma com eles no camarim e devo admitir que, embora a escala de pessoas e a mega produção presentes naquele pequeno Café Aurora não se compare aos shows que descreverei a seguir, aquela apresentação teve um gosto especial por ser algo que eu ganhei com um simples gesto de sinceridade. Na sequência, Bon Jovi. Mega show, público assustadoramente grande e enlouquecido pra ver uma banda consagrada, que conquistou três gerações de fãs desde a década de 80 até os dias de hoje. Infelizmente, tive uma intoxicação alimentar e assisti o show em péssimo estado, mas durante as 3 horas que eles estiveram no palco, a dor amenizou consideravelmente. Banda grande, show igualmente grandioso. Mais um dia tomando injeção, fazendo exames e esperando chegar a sexta pra acordar melhor. E... acordei igualzinho, todo fudido. Mais injeção no menino. Volta pra casa, toma um banho, pega a roupa, arruma os ingressos e bora pro show do Rush, levar meu pai pra curtir o presente do Dia dos Pais. Simplesmente sensacional. Fiquei feliz pelo dinheiro que gastei pra ver uma banda espetacular, um show muito empolgante, do começo ao fim, composto de músicas embaladas, letras marcantes e riffs e solos de altíssima qualidade. Mais gratificante que as quase 3 horas proporcionadas pelo trio canadense foi o abraço que recebi do meu pai, me agradecendo pelo presente. Outro show com outro gosto especial, dessa vez, por ter sido do lado de um dos meus maiores, senão o maior, herói de todos os tempos. Volto pra casa com um largo sorriso. Não contente de curtir uma sexta regada de rock, durmo pensando na viagem para Itu, comemorando o aniversário de dois grandes irmãos, Dalvan e Suko, que coincidentemente ou não, aniversariaram exatamente no dia em que o Rage Against the Machine faria sua primeira apresentação no Brasil, num festival sobre sustentabilidade, música e artes, o tal do SWU. Confesso que esperava mais. Não do Rage. Eles não nos deixaram parar de cantar e pular nem mesmo quando o som foi cortado. Mas a organização do festival pecou do começo ao fim. Onde já se viu um evento sobre sustentabilidade, destinado a grande público, fazer separações de VIPs, quando uma das intenções era exatamente a integração de todos os presentes? Não poder entrar com comida e ter que pagar um preço abusivo por um pedaço de carne menor que meu pulso? Sem contar o estacionamento zoneado e dificuldade que muita gente encontrou na hora de ir embora. Pecaram feio no evento, mas em nada podemos culpar as bandas, que mandaram muito bem. Ver o Rage na grade foi maravilhoso, ainda mais acompanhado de pessoas tão queridas. Foi uma semana que realmente ficou marcada pra mim, embora tenham ocorrido problemas técnicos. Bom, deixo as próximas histórias acontecerem pra ir contando, ou apareço logo mais com algo novo pra compartilhar.

Adios!

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